terça-feira, 11 de junho de 2013

Escola Especial, Escola comum e Inclusão

O critério de organização da clientela destinado à Educação especial eram pessoas que não correspondiam aos padrões de normalidade ditada pelas classes sociais vigentes. Os diversos tipos de atendimentos destinados eram isolamento, segregação e uso de práticas disciplinares visando “corrigir comportamentos inadequados”.
Somente no final do século XIX, foi-se desenvolvendo novas práticas com a finalidade de tratar e curar as deficiências. Para cuidar, dar proteção e tratamento médico , as pessoas eram segregadas às intuições clínicas, hospícios ou hospital mental. Era o paradigma da institucionalização.
Desta concepção equivocada e a partir dos ideais de desenvolvimento humano descarta-se a possibilidade de intervenção para a superação dessas condições. Passa-se, portanto a adotar a categorização das deficiências nas escolas especial de ensino.
No Brasil o atendimento pioneiro foi dos cegos (criação do imperial institutos dos meninos cegos em 1954, atual instituto Benjamim Constant - IBC ) e dos surdos ( criação do instituto dos surdos mudos em 1857, atual instituto nacional da educação dos surdos - INES). A educação especial, portanto organizou-se como atendimento educacional especializado e era substitutivo ao ensino regular.
Em 1961 o atendimento educacional às pessoas com deficiência passa a ser fundamentado pela LDB de nº 4024 de 61 que “aponta’ o direito dos excepcionais à educação " preferencialmente no sistema geral de ensino.
A LDB nº 5692 de 71, defini tratamento especial para as pessoas com deficiências, mas não promove a organização capaz de atender as necessidades educacionais especiais reforçando o encaminhamento dos alunos às classes e escolas especiais.
Em 1973 com a criação do Centro Nacional de Educação Especial (CENESP) , que é responsável pelo gerenciamento da Educação Especial, no Brasil, ações educacionais são desenvolvidas às pessoas com deficiências, mas também não é organizado em atendimento especializado que considere as singularidades de aprendizagem desses alunos.
O instrumento jurídico precursor em relação à Inclusão foi a constituição Federal de 1988. “A Constituição Federal de 1988 traz como um dos seus objetivos fundamentais “ promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação” (art.3º inciso IV). Define, no artigo 205, a educação como um direito de todos, garantindo o pleno desenvolvimento da pessoa, o exercício da cidadania e a qualificação para o trabalho. No seu artigo 206, inciso I, estabelece a “igualdade de condições de acesso e permanência na escola” , como um dos princípios para o ensino e, garante, como dever do Estado, a oferta do atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino (art. 208).

A atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - Lei nº 9.394/96, no artigo 59, assegura aos alunos currículo, métodos, recursos e organização específicos para atender às suas necessidades, assim como versa condições específicas para a avaliação de alunos com deficiência ( terminalidade específica, aceleração aos superdotados e outras).
A partir da década de 90, todos esses princípios foram reforçados por demais documentos que destacam questões legais, políticas e pedagógicas referentes à escolaridade de alunos com deficiências, como:
- a Política nacional de educação Especial na Perspectiva da educação Inclusiva;
- a Convenção sobre os Direitos das pessoas com deficiências ( ONU, 2006);
-o Decreto nº 6.571/2008 ;
- a Resolução CNE/ CEB n/ 04/2009 (que defini Diretrizes Básicas para o AEE);
- a Resolução CNE/ CEB n/ 04/2010 (que institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica e dispõe sobre a organização da Educação Especial como parte integrante do projeto pedagógico da escola regular).
O processo de Inclusão, esta amparado pela LEI, mas acima de tudo é necessário repensar não somente o conceito de educação como direito para todos mas, como desenvolver ações pedagógicas que sejam efetivamente Inclusivas.

Maria Luciara Nogueira Gomes

sexta-feira, 31 de maio de 2013


 LISTA DE LINKS

 



Confeccionando ALFABETO BRAILLE: Celas Braille Confeccionadas com Material de Sucata




As letras em Braille são formadas a partir da combinação de seis pontos que compõem o que é chamado de cela Braille. A As letras em Braille são formadas a partir da combinação de seis pontos que compõem o que é chamado de cela Braille. A cela é formada por duas colunas e três linhas de pontos. A localização dos pontos é dada de cima para baixo, primeiramente na coluna da esquerda, pelos pontos 1, 2, 3 e posteriormente na coluna da direita pelos pontos números 4, 5 e 6. Cada combinação de pontos em relevo forma, portanto, determinada letra ou sinal de pontuação. A letra C, por exemplo, é formada pelos pontos 1 e 4, como mostra a Figura 1.


Seguindo o modelo da Figura 1: os círculos em negrito representam os pontos da cela Braille.
A combinação desses pontos formam 63 caracteres que simbolizam as letras do alfabeto convencional e suas variações como os acentos, a pontuação, os números, os símbolos matemáticos e químicos e até as notas musicais. Para os cegos poderem ler números ou partituras musicais, por exemplo, basta que se acrescente antes do sinal de 6 pontos um sinal de número ou de música.
Abaixo temos o exemplo de algumas palavras escritas em Braille:
bala, nada, perfume, pé, vida, amor.









 Para a alfabetização, deve-se utilizar diversos tipos de materiais concretos. É interessante também a utilização de materiais de sucata onde elas possam colaborar na confecção; além de motivar a criança ainda auxilia no desenvolvimento e refinamento tátil...






Está escrito:CAPA












Está escrito: BA












Está escrito: LA








Fonte:http://silvanapsicopedagoga.blogspot.com.br







Deficiências


" Deficiente é aquele que não consegue modificar a vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino. Louco é quem não procura ser feliz com o que possui Cego é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores. Surdo é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quere garantir seus tostões no fim do mês. Mudo é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia Paralitico é quem não consegue andar na direção daquelas que precisam de sua ajuda. Diabético é quem não consegue ser doce Anão é que não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois: Miseráveis são todos que não conseguem falar com Deus". 

                                                    
Mário Quintana



 

quarta-feira, 22 de maio de 2013


Lista de filmes que abordam o tema "Deficiência" ou "Necessidades Especiais".


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

Deficiência auditiva

A música e o silêncio

Filhos do silêncio (Children of a lesser God, 1986)
Adorável professor (Mr.Holland's opus)
O piano
O país dos surdos
The Dancer
Black
O filme surdo de Beethoven
O segredo de Beethoven
Los amigos
Querido Frankie
Tortura silenciosa
And Now Tomorrow
Cop Land
And Your Name Is Jonah
Sweet nothing in my ear
Personal Effects

Deficiência física

Amargo regresso
Carne trêmula
Feliz ano velho
Nascido em 4 de Julho
O óleo de Lorenzo
O Homem Elefante
The Other Side of the Mountain - Uma janela para o céu (Parte 1 e 2)
Dr. Fantástico
Johnny vai à guerra
Meu pé esquerdo
Inside I'm Dancing
The Best Years of Our Lives
Mar Adentro
Murderball
As sessõoes

Deficiência intelectual

City Down
Forrest Gump, o contador de histórias
Gaby, uma história verdadeira (es)
Gilbert Grape - Aprendiz de sonhador
Meu filho, meu mundo
Benny & Joon: Corações em conflito
Dominick and Eugene (Nicky and Gino)
O Enigma de Kaspar Hauser
O guardião de memórias
O oitavo dia
Simples como amar
Uma lição de amor
Shine - Brilhante
Mozart and the Whale (Loucos de amor) (en)
O óleo de Lorenzo
Eu me chamo Elisabeth
Inside I'm Dancing (en)
Meu nome é Radio
O Primeiro da Classe (Front of the class / Síndrome de Tourette)

Psicose / Autismo

Temple Grandin, 2010 (en) história real de Temple Grandin, uma autista que conseguiu fazer doutorado.
Autismo: o musical (Autism: the musical, EUA, 2007)
Uma viagem inesperada (Miracle Run, EUA, 2004)
Rain Man (Rain Man, EUA, 1988)
O menino selvagem
Jornada da alma
O Enigma de Kaspar Hauser
Uma mente brilhante (A Beautiful Mind, EUA, 2001)
After Thomas - Um amigo inesperado
Código para o inferno
O enigma das cartas House of Cards (Michael Lessac, 1993) (en)
O Solista

Deficiência múltipla

Amy
O Escafandro e a Borboleta
Helen Keller and Her Teacher
O milagre de Anne Sullivan (br) / O milagre de Helen Keller (pt)
The Unconquered (Helen Keller in Her Story)
Cegos, surdos e loucos
Sob suspeita
Uma lição de amor
Experimentando a vida

Deficiência visual

O Sino de Anya
Além dos meus olhos
Perfume de mulher
À primeira vista
Dançando no escuro
Demolidor"
Castelos de gelo
Ray
Quando só o coração vê
Um clarão nas trevas
Jennifer 8 - A próxima vítima
La symphonie pastorale
Vermelho como o céu
Eu Não Quero Voltar Sozinho

terça-feira, 21 de maio de 2013

Coletânea para pesquisa


Coleção  :  " A  Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar"

Acesso no site da SECADI : http://portal.mec.gov.br

• Localize SECADI entre as SECRETARIAS listadas no lado direito do Portal 
• Clique no botão PUBLICAÇÕES 
• Clique no link EDUCAÇÃO ESPECIAL
Encontrará vários materiais disponíveis para pesquisa.

Cada fascículo pode ser baixado no computador pessoal clicando sobre o mesmo com o botão direito do mouse e, depois, descompactando. Para descompactá-lo, localize o arquivo que foi baixado em seu computador (extensão .zip) e clique sobre o mesmo com o botão direito do mouse, opção EXTRAIR TUDO. Será disponibilizada a versão em PDF e em MEC DAYSE. 
Ao todo são dez fascículos: 

Fasc_01_-_A_escola_comum_inclusiva
Fasc_02_-_O_AEE_para_alunos_com_deficiência_intelectual
Fasc_03_-_Os_alunos_com_deficiência_visual_baixa_visão_e_cegueira
Fasc_04_-_Abordagem_bilíngue_na_escolarização_de_pessoas_com_surdez
Fasc_05_-_Surdocegueira_e_deficiência_múltipla
Fasc_06_-_Recursos_pedagógicos_acessíveis_e_comunicação_aumentativa
Fasc_07_-Orientação_e_mobilidade,_adequação_postural_e_acessibilidade
Fasc_08_-_Livro_Acessível_e_informática_acessível
Fasc_09_-_Transtornos_globais_do_desenvolvimento
Fasc_10_-_Altas_habilidades_-_Superdotação



O artigo INCLUSÃO ESCOLAR: Um desafio entre o ideal e o real, da autora Marilú Mourão Pereira, nos proporciona uma leitura abrangente , pois aborda temas diversificados , como os documentos das políticas de inclusão, o papel do professor numa proposta inclusiva e quais os desafios que comprometem o seu fazer pedagógico.
Mas o que é de fato a inclusão? O que leva as pessoas a terem entendimentos e significados tão diferentes? Esses artigo nos propõe uma análise e uma reflexão acerca da Inclusão Escolar e ao verdadeiro sentido que atribuímos à educação como direito de todos.
Sabemos que as mudanças são fundamentais para inclusão, mas exige esforço de todos possibilitando que a escola possa ser vista como um ambiente de construção de conhecimento, deixando de existir a discriminação de idade e capacidade. Quer saber mais sobre esse artigo ? Acesse o link abaixo.Boa leitura!

INCLUSÃO ESCOLAR: Um desafio entre o ideal e o real.  (http://(http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/2284/inclusao-escolar-um-desafio-entre-o-ideal-e-o-real#ixzz2TIMEB626))

 Referências:

MEC - Ministério de Educação - Secretaria de Educação Especial ­POlÍTICA NACIONAl DE EDUCAÇÃO ESPECIAL, Brasília MEC - SEEDSP 1994.
Montoam, Maria Tereza Eglér e colaboradores, INTEGRAÇÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA - editora Memnon edições científicas Itda, 1997.
Mídia e Deficiência - Brasília Andi, Fundação Banco do Brasil 2003- série diversidade.
Ministério da Justiça - DECLARAÇÃO DE SALAMANCA E LINHA DE AÇÃO SOBRE NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS - Brasília, corde, 1997.
Congresso Nacional - lei de Diretíizes e Bases da Educação Nacional, 1996.
Congresso Nacional - Constituição da República Federativa do Brasil ­Brasília - Senado Federal, 1988.
Conselho Nacional de Educação - Câmara de Educação Básica ­Resolução CNE/CNB n.2 de 11 de setembro de 2001 - Brasília.
Figueira, E. A Imagem do Portador de Deficiência Mental na Sociedade e nos Meios de Comunicação - Ministério da Educação - Secretaria de Educação Especial.
YUS, Rafael - Educação Especial Uma Educação Holística para o séc XXI, Tradução. Daisy Vaz de Moraes - Porto Alegre, ARTIMED, 2002.
Poso, Juan Ignácio - Aprendizes e mestres: a nova cultura da aprendizagem Juan Ignácio Pozo; trad. Emani Rosa - Porto Alegre: Artmed 2002.
Referenciais para Construção de Sistemas Educacionais Inclusivos-Fundamentação Filosóficos a História a Formação-EDUCAÇÃO INCLUSIVA Direito à Diversidade-curso de Formação de Gestores e Educadores.